Sobre a mediadora da sessão Ifigênia – Beatriz de Paoli

Beatriz Cristina de Paoli Correia é Professora Adjunta de Língua e Literatura Grega na Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro efetivo do Programa de Estudos em Representações da Antiguidade (Proaera-UFRJ) e do Grupo de Estudos sobre o Teatro Antigo (USP).

Possui graduação em Letras pela Universidade de Brasília (2000), mestrado em Teoria Literária também pela Universidade de Brasília (2004) e Doutorado em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo (2015).

beatriz de paoli

Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literaturas Clássicas, pesquisando principalmente os seguintes temas: adivinhação, tragédia grega e Ésquilo. Atualmente, é Secretária Geral da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC), biênio 2018-2019. (Texto retirado do perfil da professora pela plataforma Lattes)

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Agenda do Cineclube – Ciclo Cacoyannis

Iniciaremos esse mês o Ciclo Cacoyannis 

michael cacoyannis

Michael Cacoyannis.

Sempre no auditório Macunaíma (sala 405 do bloco B) às 17 horas.

21 de junho, quinta-feira: 

IFIGÊNIA 

Com mediação da profa. Beatriz De Paoli (UFRJ).

Direção: Michael Cacoyannis
Grécia (1977)
Duração: 127 min.
Classificação indicativa: 12 anos
DRAMA – Colorido

Baseado na peça Ifigênia em Áulis, de Eurípides.

Para informações sobre o filme,  leia aqui.
Sobre a peça, leia aqui. 

Próximas sessões do Ciclo Cacoyannis

Em 05 de julho: AS TROIANAS
Em 27 de setembro: ELECTRA

Aguarde informações adicionais.

Sessão Ifigênia 21/06

A nossa próxima sessão será o filme Ifigênia, de Michael Cacoyannis com Irene Papas e Tatiana Papamoschou.

O filme é baseado na peça Ifigênia em Áulis, de Eurípides, e conta a história da filha do rei Agamêmnon. Por causa da morte de um cervo sagrado de Ártemis causada pelo seu pai ao buscar comida para seus soldados famintos, as provações do exército grego só teriam fim com o sacrifício de Ifigênia, de acordo com um oráculo. Agamêmnon, um comandante ambicioso, ordenou que sua filha deixasse Argos e se dirigisse a Áulis sob o pretexto de se casar com o herói Aquiles. Mas, na verdade, o destino de Ifigênia é outro, o que desperta a ira e lamentos de sua mãe, Clitemnestra.

Sobre a peça na qual ele foi baseado, leia aqui.

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Exibiremos o filme na quinta-feira, 21/06, no Auditório Macunaíma (Instituto de Letras) às 17 hrs. No final da sessão, teremos um debate mediado pela professora convidada Beatriz de Paoli (UFRJ). Esperamos ver todos vocês lá!

Pier Paolo Pasolini – Minibiografia

Intelectual italiano que se tornou figura celebrada e controversa, Pasolini (1922 – 1975) graduou-se, em 1939, em literatura pela Universidade de Bologna e, além de cineasta, foi professor, escritor, poeta e jornalista. Era homossexual assumido. Na década de 1940, entrou para o partido comunista, tendo sido expulso anos depois por conflitos internos.

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Pier Paolo Pasolini. // foto: Fondazione Archivio Pasolini

O primeiro longa-metragem que Pasolini dirigiu foi Accattone (1961), para o qual também escreveu o roteiro, baseado no seu romance Una Vita Violenta (1959). Outros filmes são O Evangelho segundo São Mateus, Teorema e Decameron. Seu último filme foi o polêmico Salò ou Os 120 Dias de Sodoma, baseado na obra de Marquês de Sade.

Trabalhando com obras da Antiguidade, dirigiu os filmes Édipo Rei (1967) e Medeia (1969), baseados em tragédias clássicas. apesar de ambos os filmes serem um distanciamento do seu cinema focado no subproletariado, continuam a apresentar temas recorrentes na filmografia do diretor.

 

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Pier Paolo Pasolini. // foto: IMDb

Em Édipo Rei, tem-se o aspecto do sagrado como parte do destino do personagem, mas também o diálogo com a contemporaneidade do diretor, que especialistas associam com uma vertente autobiográfica.

Em Medeia, tem-se a oposição entre a civilização grega e o mundo bárbaro da personagem título, podendo servir como uma leitura entre a luta de classes e com a questão do estrangeiro, conservando o aspecto conceitual e psicológico do mito.

Filmografia:

Accattone (1961)
Mamma Roma (1962)
O Evangelho Segundo São Mateus (1964)
Édipo Rei (1967)
Teorema (1968)
Medeia (1969)
Decameron (1971)
As Mil e Uma Noites (1974)
Salò, ou Os 120 Dias de Sodoma (1975)

Para acessar a sua filmografia completa, clique aqui.

Em 2017 foi produzido pela TVCO um documentário chamado The Isle of Medea – Callas and Pasolini, que aborda a relação profissional e pessoal entre Maria Callas e Pier Paolo Pasolini. Você pode acessá-lo clicando aqui.

Biblioteca do Cineclube

A Biblioteca do Cineclube é a página aqui do blog em que você pode encontrar textos complementares aos filmes que exibimos. Os últimos textos adicionados são: Aquiles em Efigênia Em Áulis de Eurípides, de Fernando Brandão dos Santos; e La Ifigenia (1977) de Cacoyannis: Realismo Trágico y Madurez Creativa, de Alejandro Valverde García.

Nosso acervo já conta com cinco textos incluindo esses dois últimos, que você pode acessar através do link abaixo:

Biblioteca do Cineclube Matrizes Clássicas UFF

Sobre a mediadora da Sessão Vidas em Fuga – Cecília Coelho

Maria Cecília de Miranda Nogueira Coelho é professora efetiva dos cursos de Pós-graduação e graduação no Departamento de Filosofia da UFMG e colaboradora no Programa de Pós-graduação em Metafísica, da UnB.

cecilia coelho

Ela está atuando, principalmente, nos seguintes temas: retórica e sofística no período clássico grego, filosofia na/e tragédia grega, recepção da literatura dramática grega no cinema. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Retórica (2011-12) e é Presidente da Associação Latino-americana de Retórica (2015-18). (Texto retirado do perfil da professora pela plataforma Lattes)

Sessão Vidas em Fuga 23/05

A nossa próxima sessão será o filme Vidas em Fuga, de Sidney Lumet com Marlon Brando e Anna Magnani. O filme é baseado na peça de Tennessee Williams Orpheus Descending, que trabalha com o mito de Orfeu.

No filme, Valentine Xavier – um músico andarilho – sai de New Orleans para uma cidadezinha do interior do Sul dos USA para poder viver sossegadamente. No entanto, sua presença chama a atenção da cidade, incluindo aos olhos de Lady Torrance, sua chefe na loja em que ele trabalha. Estrangeira e presa nos costumes da cidade, Lady vê em Valentine a chance de se sentir viva de novo.

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Exibiremos o filme na quarta feira, dia 23/05, no Auditório Macunaíma (Instituto de Letras) às 18 hrs. No final da sessão, teremos um debate mediado pela professora convidada Cecília Coelho (UFMG). Esperamos ver vocês todos lá!

Sobre a mediadora da Sessão Medeia – Maria Fernanda Gárbero

Maria Fernanda Gárbero é professora de Teoria da Literatura e Literatura Brasileira na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

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É autora da tese Las Madres de Plaza de Mayo: à memória do sangue, o legado ao revés (UERJ, 2009),em que propõe o estudo das mães de desaparecidos-forçados durante a ditadura argentina (1976-1983), em diálogo com personagens trágicas de Sófocles e Eurípides. Atualmente, desenvolve a pesquisa “Do útero ao subsolo: maternidade e bastardia nas representações míticas e composições identitárias dos jogos de rasura”. É coorganizadora do livro Agentes do Contemporâneo (EdUFF, 2016) e coautora da coleção Confluencias (Moderna, 2017).

Sessão Medeia 15/05

A nossa próxima sessão do Cineclube será Medeia (1969) de Pier Paolo Pasolini, o único filme que a cantora de ópera Maria Callas atuou.

O filme retrata a história de Medeia, filha do rei da Cólquida, Eetes, que trai e abandona sua pátria para ajudar Jasão conseguir o velocino de ouro. Será que as ações de Medeia valeram a pena? Já que é traída pelo homem que uma vez ela tinha ajudado e se apaixonado, e essa traição de Jasão pode levar a consequências trágicas.

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A sessão será no dia 15/05 (terça feira) às 17h no Auditório Macunaíma (Bloco B), na UFF Campus Gragoatá e terá mediação da professora convidada Maria Fernanda Gárbero (UFRRJ).

Lembrando a todos que a inscrição prévia (pelo QR Code do cartaz) é opcional.
E todos podem comparecer à sessão, então esperamos por vocês lá!

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Maria Callas e Pier Paolo Pasolini